Pegada Ecológica
Desde a revolução industrial no século XVIII deixamos que entrasse em nossas vidas um vilão que nos rodeia até os dias de hoje, o capitalismo, que nos diz que se não comprarmos, não temos valor.
Atualmente a mídia e a publicidade acompanham a tecnologia existente e também nos dizem que tudo em nós está errado, nossa pele está feia, nosso cabelo está horrível, nossas roupas estão fora de moda, mas sempre nos apresentam uma solução: ir às compras.
Vivemos em um sistema linear e esquecemos que o planeta é finito, e assim muitas vezes acreditamos que ser feliz, sentir-se bem é nos tornar consumidores.
Tudo inicia em nós, e tudo está ligado quando percebermos isso é que encontraremos as soluções para reverter a situação que estamos vivendo, para tanto é necessário que os governantes governem para o povo, para as pessoas.
É incrível como as “coisas”, ou seja, produtos tornam-se descartáveis, mas são feitos para serem assim mesmo, chama-se absolecência planejada, que quer dizer “planejado para ir para o lixo”, e de acordo com pesquisa realizada a maioria, 99% dos produtos que compramos destroem-se em seis meses.
Até aqueles produtos que compramos que são “baratinhos” são prejudicias, por que se ele é tão barato será que alguém , algum trabalhador não está sendo explorado, não está tendo seus direitos do trabalho violados.
Aponto ainda algumas das conseqüências que a nação de consumidores traz a si próprios: extração dos recursos naturais, a destruição das florestas, a falta de ar puro, água imprópria para consumo e aumento de doenças como asma e câncer, entre outras. E para citar a talvez pior, nosso lixo, a poluição, pois chegamos a um estado em que reciclar só não basta, e apenas para constar as incineradoras de lixo são a maior fonte de dioxinas, além de existir aquele lixo que nem reciclável é, como por exemplo as caixas de leite e de suco, onde há metal, papel e plástico misturado.
Fico feliz em saber que minha pegada ecológica é de 1.8 hectar global, ainda tenho que diminuir alimentos industrializados, mas como não ando de carro, avião, tenho lâmpadas econômicas em casa, e nem sou muito consumista, não me importo em ter um monitor gordo e branco e um celular tijolinho, ambos de 8 anos, e nem por isso fiquei desatualizada e sem o uso das tecnologias, portanto não prejudico tanto, mas já reflito que quando for pensar em trocar computador, celular e comprar um carro, tenho que diminuir em outros aspectos a fim de não prejudicar.
Enfim está na hora de repensarmos todas nossas atitudes referentes ao consumismo, muito importante é sempre questionar se necessitamos e tentar não nos deixar influenciar pela mídia, para isso devemos acreditar em nós mesmos, nos aceitar como somos, perceber que tudo está ligado, que uma compra nossa tem consequências em todas as áreas de nossas vidas, precisamos buscar e resgatar valores perdidos, como tempo livre com ocupações produtivas, (não assistindo televisão ou indo a shoppings), com nossa família, nossos amigos, e para nos dar esperança precisamos acreditar na reversão deste quadro através dos novos pensamentos que estão aí, como sustentabilidade, equidade, química verde, energias renováveis, e quem sabe algum projeto de educação ambiental em nossa cidade, em nossa escola, temos que encontrar soluções que abandonem o “usar e jogar fora’’.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
EU E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Cada um de nós tem uma trajetória com a educação ambiental que despertou o interesse por um aperfeiçoamento neste assunto, ora por observação do que acontece ao nosso redor, por sensibilizar-se com as notícias frequentes sobre a degradação dos recursos naturais, ou o amor pela natureza, a vontade de que possamos continuar a ver, usufruir das belezas naturais e necessárias a vida do ser humano, ou seja, de alguma maneira fomos tocados e acredito que isso é o que desejamos que aconteça com mais pessoas.
Particularmente lembro quando estudava, dos trabalhos na semana do meio ambiente, geralmente era levar algum texto, reportagem do jornal, poucos alunos levavam, líamos e ficava nisso. A primeira vez que fui tocada sobre o assunto foi quando uma professora na oitava série falou-nos sobre efeito estufa, camada de ozônio. Logo após assistimos a uma palestra e tivemos que em grupos passar nas salas e expor o assunto da palestra, focado em separação do lixo, mas também ficou nisso.
Agora percebo o importante papel da escola, inserida em uma, também vejo o progresso que já tivemos, mas ressalto que o começo haverá de ser na escola mesmo tentando assim como fui tocada tocar meus alunos, e sair da teoria para a prática. A educação Infantil tem esse lado bom, pouca teoria e muita prática, com os pequenos não adianta dizer “plante uma árvore, você planta, rega e acompanha, pois ela precisa ver para aprender e nós adultos também, mas às vezes esquecemos disso.
Quando comecei a trabalhar lembro que na escola havia uma horta, hoje me pergunto como deixamos de cultivá-la e hoje já tenho um projeto a ser aprovado ( tomara que seja) de fazer uma nova horta, em que eu possa, com um aumento na carga horária de trabalho oferecer em contra-turno este trabalho com as crianças, de cuidar, cultivar, plantar e com isso levar este aprendizado as suas famílias, mas enquanto isso não acontece não ficamos parados, planto com minha turma em garrafas pet, reutilizamos o tecido de sombrinhas estragadas para fazer cortinas, separamos o lixo na sala de aula.
Ainda é pouco, é, mas ainda podemos fazer mais, pesquisas com os pais sobre separação do lixo, racionalização do uso da água, muitas vezes só o fato de questionar já gera uma reflexão sobre o objetivo a que queremos atingir, porém não só a escola deve fazer este papel, mas sim toda sociedade e isso inclui as empresas, entidades religiosas, pois só quando todos se mobilizarem é que alcançaremos resultados realmente positivos, visíveis, para isso é necessário saber, ou seja, teoria, prática, exemplo, transformação de valores em relação aos recursos naturais.
Enfim diante da crise ambiental que enfrentamos as ações são prioridade, e concluindo lembro que uma das oito metas do milênio é promover qualidade de vida e respeito ao meio ambiente.
Cada um de nós tem uma trajetória com a educação ambiental que despertou o interesse por um aperfeiçoamento neste assunto, ora por observação do que acontece ao nosso redor, por sensibilizar-se com as notícias frequentes sobre a degradação dos recursos naturais, ou o amor pela natureza, a vontade de que possamos continuar a ver, usufruir das belezas naturais e necessárias a vida do ser humano, ou seja, de alguma maneira fomos tocados e acredito que isso é o que desejamos que aconteça com mais pessoas.
Particularmente lembro quando estudava, dos trabalhos na semana do meio ambiente, geralmente era levar algum texto, reportagem do jornal, poucos alunos levavam, líamos e ficava nisso. A primeira vez que fui tocada sobre o assunto foi quando uma professora na oitava série falou-nos sobre efeito estufa, camada de ozônio. Logo após assistimos a uma palestra e tivemos que em grupos passar nas salas e expor o assunto da palestra, focado em separação do lixo, mas também ficou nisso.
Agora percebo o importante papel da escola, inserida em uma, também vejo o progresso que já tivemos, mas ressalto que o começo haverá de ser na escola mesmo tentando assim como fui tocada tocar meus alunos, e sair da teoria para a prática. A educação Infantil tem esse lado bom, pouca teoria e muita prática, com os pequenos não adianta dizer “plante uma árvore, você planta, rega e acompanha, pois ela precisa ver para aprender e nós adultos também, mas às vezes esquecemos disso.
Quando comecei a trabalhar lembro que na escola havia uma horta, hoje me pergunto como deixamos de cultivá-la e hoje já tenho um projeto a ser aprovado ( tomara que seja) de fazer uma nova horta, em que eu possa, com um aumento na carga horária de trabalho oferecer em contra-turno este trabalho com as crianças, de cuidar, cultivar, plantar e com isso levar este aprendizado as suas famílias, mas enquanto isso não acontece não ficamos parados, planto com minha turma em garrafas pet, reutilizamos o tecido de sombrinhas estragadas para fazer cortinas, separamos o lixo na sala de aula.
Ainda é pouco, é, mas ainda podemos fazer mais, pesquisas com os pais sobre separação do lixo, racionalização do uso da água, muitas vezes só o fato de questionar já gera uma reflexão sobre o objetivo a que queremos atingir, porém não só a escola deve fazer este papel, mas sim toda sociedade e isso inclui as empresas, entidades religiosas, pois só quando todos se mobilizarem é que alcançaremos resultados realmente positivos, visíveis, para isso é necessário saber, ou seja, teoria, prática, exemplo, transformação de valores em relação aos recursos naturais.
Enfim diante da crise ambiental que enfrentamos as ações são prioridade, e concluindo lembro que uma das oito metas do milênio é promover qualidade de vida e respeito ao meio ambiente.
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